Mnemónicas

A palavra mnemónica vem do grego, tendo origem nas palavras mneme, que significa memória, e mnemon, que significa ciente ou “aquele que pensa”. Mnemosina era a Deusa da memória na mitologia grega.

Mnemónica é o nome dado a qualquer técnica de memorização que nos ajude a trazer alguma coisa à mente. Pode ser uma palavra, uma imagem, uma rima, um acrónimo, um diagrama, ou qualquer outro instrumento que nos auxilie a lembrar uma expressão, um nome, uma lista, uma fórmula, uma sequência de factos., etc.. Resumindo, mnemónicas são técnicas destinadas a ajudar a fortalecer e treinar a memória mediante processos artificiais auxiliares. Funcionam estimulando a imaginação e motivando o cérebro a fazer associações.

Exemplos de Mnemónicas

Memorização dos meses do ano que contém 31 dias pelos punhos


Fonte: Wikipédia

Memorização sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Tipos de testes

Existem três tipos de teste: a) testes objectivos; b) testes de composição (ou testes de ensaio); c) testes mistos.
O grau de objectividade permitido pelo teste depende dos itens (perguntas ou questões) que o integram.

Testes objectivos

Os testes objectivos ou de resposta curta caracterizam-se por incluir apenas questões em que as perguntas são fechadas, isto é, conduzem a uma resposta única, limitada e esperada pelo professor.

O aluno é solicitado a dar uma resposta simples (curta), a ordenar (lógica ou cronologicamente) a resposta, ou a seleccionar a resposta correcta entre as opções dadas.

Testes de composição

Os testes de composição (ou testes de ensaio) são sempre de resposta longa, sendo as questões abertas, o que permite ao aluno escolher ele mesmo o caminho da procura e da solução de um problema, ser original (criativo), julgar criticamente… em suma, demonstrar capacidades de nível mais elevado (análise, síntese, avaliação).

Testes mistos

Quando no mesmo teste estão integrados itens de resposta curta e itens de resposta longa, o teste toma a designação de teste misto (objectivo/subjectivo).

Fonte: Texto Editora (adaptado)

Os verbos mais usados…

Foram lidos na aula alguns dos verbos mais utilizados nos exercícios escritos (incluindo nos testes!) e analisado o significado de cada um, de modo a que os alunos compreendam o que se pretende numa questão quando é iniciada por determinado verbo…

Hora H

Nas aulas de EA procedeu-se à leitura de excertos da obra Técnicas de Estudo para Pessoas Irrequietas, que serviu de base para a discussão sobre os testes, a ansiedade que geram e a falta de tempo para a sua realização.

O que é um teste? Uma radiografia do teu conhecimento? Quem dera!

Um teste é uma prova académica que procura aferir os teus conhecimentos e competências
numa determinada matéria, mas tal como precisas de saber que para te pesares tens de estar
quieto na balança (por muito que não apeteça…), tens de saber que para fazer um teste com sucesso não basta saber: tens de ser capaz de demonstrar que sabes.

Há coisas que te podem atrapalhar nesta tarefa algo ingrata, nomeadamente: a ansiedade,
dificuldades de gestão de tempo e dificuldades de expressão.

A ansiedade
“Eu não vou conseguir.” “Eu já não sei nada” “Isto é muito difícil” “Se eu sair agora ainda
apanho o autocarro para a praia”… Pára!

Quando deres conta que estás a ter vários pensamentos negativos e que te causam ansiedade, pára. Não deixes a ansiedade controlar a tua capacidade de fazer seja o que for e suspende os pensamentos.

Como atacar o problema?

• Visualiza um bom resultado para a tua tarefa (the secret!)
• Sonha acordado que estás noutro sítio a fazer outra coisa
• Pensa no pior cenário possível. Não é “aí é que ia ser chato”, é mesmo o pior cenário possível “se não tiver positiva, chumbo o ano, depois fico de castigo nas férias e, no próximo ano, já não tenho os meus amigos na turma, em que sou eu o mais velho. Explora bem as consequências de as coisas correrem menos bem… Os teus receios são fundamentados? Qual o nível de ansiedade que a situação em causa justifica?
• Recorda a matéria pelas mnemónicas ou esquemas criados
• Respira pela barriga (respiração abdominal)
• Faz relaxamento muscular (se não conheceres técnicas de relaxamento muscular, faz alongamentos – e se tiveres vergonha “dos maus aspectos” alonga os dedos, o pescoço, o pé, o que for mais discreto, mas que contribua para melhorar o teu bem estar e reduzir a tensão física).

Gestão do tempo
Para perderes o mínimo de tempo possível nos testes:

• Preenche logo de início o cabeçalho
• Pensa positivamente
• Relaxa os músculos
• Escreve breves apontamentos das indicações verbais dos professores (no princípio dos
testes explicam-se coisas fundamentais sobre como funciona a avaliação!)
• Não comeces a escrever imediatamente: primeiro lê todo o teste (às vezes há
respostas a perguntas diferentes no mesmo teste, disfarçadas de perguntas!)
• Divide o tempo pelas questões/grupos
• Lê todas as instruções duas vezes e sublinha o mais importante (não queres responder
a 3 perguntas e depois descobrir que era só para responder a 2 de 3, à escolha, pois
não?!)
• Ignora o ritmo dos teus colegas – tens o teu tempo controlado e é tudo o que importa
• Usa esquemas para formular respostas (para não te esqueceres de mencionar
conceitos importantes, agora que a escrita te levou para outros campos…)
• Responde a todas as questões (mesmo aquelas a que não se sabes a resposta – se não
comprares um bilhete, nunca te sai a lotaria!)
• Nunca mudes uma resposta a menos que esteja CLARAMENTE errada.

Helena Martins (2009), Técnicas de Estudo para Pessoas Irrequietas (adaptado)

S.O.S – O “Marranço”

A memorização deve ser usada apenas como último recurso. De modo a sensibilizar os alunos para esse facto, foi mostrado na aula de EA o videoclip da música “Estudo errado”, de Gabriel – O pensador.

Posteriormente foram analisados e debatidos excertos da letra da música, concretamente:

Estudo Errado – Gabriel O Pensador (letra)

(…)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova

Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)

Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi

Decorar: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e consequências, só decoro os factos
Desse jeito até a história fica chato

Mas os velhos me disseram que o “porque” é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente

(…)
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas actuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada

Tirar apontamentos durante as aulas

Outro aspecto importante para rentabilizar as aulas é tirar apontamentos! Na aula efectuamos uma visita à biblioteca da Escola Secundária Gil Eanes, através do respectivo site, que disponibiliza informação relevante sobre este tema:

Que vantagens podes ter em tirar apontamentos?

1. Ajuda a manter a atenção e a concentração.
2. Nem tudo o que o professor diz está nos livros.
3. Ajuda a compreender melhor e a memorizar mais
facilmente.

Como podes escolher as informações que vais anotar?
Utiliza as seguintes pistas:

– Tom de voz do professor;
– Palavras/frases que chamam a atenção (“Prestem atenção!”, “Isto é importante!”, “Lembrem-se disto.”)
– Repetição de ideias;
– Tempo dedicado ao assunto;
– Registo no quadro;
– Indicação expressa do professor de que a informação não está no livro:
– Assuntos que surgem no sumário.

Como podes elaborar os teus apontamentos?
Durante as aulas

– Faz notas breves (não consegues escrever tudo o que ouves).
– Tenta perceber a matéria (se tiveres dúvidas, pergunta ou professor).
– Toma notas dos registos no quadro (esquemas, exercícios, etc.).
– Escreve pelas tuas próprias palavras, excepto informações como citações e definições.
– Utiliza abreviaturas (mas só nos apontamentos!).
– Se perderes uma ideia, deixa um espaço em branco e depois perguntas ao professor ou a um colega.
– Destaca as ideias que te parecem principais.
– Deixa espaço para tirares notas ou para fazeres anotações mais tarde.
– Regista os TPC.

Depois das aulas

– Precisas de rever as notas no próprio dia, para te lembrares bem da matéria da aula e as poderes melhorar.
– Verifica se colocaste a data e o sumário.
– Relê o teu texto e completa-o com o auxílio do manual, se for necessário.
– Coloca títulos, subtítulos e faz esquemas.
– Utiliza cores diferentes para destacares as ideias principais das secundárias.
– Verifica se os apontamentos estão claros e completos.

Auto-Avaliação dos meus apontamentos

1. Consigo compreender bem os meus apontamentos?
2. Estão lá todas as ideias principais?
3. A relação entre várias informações compreende-se bem?
4. A apresentação possibilita uma leitura fácil?
5. Será que, quando eu for fazer revisões, mesmo passado muito tempo vou conseguir compreender os apontamentos e relembrar-me da matéria de que eles falam?

in Biblioteca do Gil

Organização do caderno diário

Um caderno bem organizado é meio caminho andado para rentabilizar o estudo, isto porque não se perde tempo precioso à procura das lições, dos apontamentos e das fichas entregues pelo professor.

Na aula procedeu-se à leitura de uma ficha informativa sobre como organizar o caderno diário e, de seguida, à realização da ficha formativa “O João das limpezas”:

Por último, os alunos auto-avaliaram o seu caderno diário (de uma disciplina à sua escolha) preenchendo a ficha “Verificação do Caderno Diário

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